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Carreata 'Reage SP'

Liderado por Walace Sampaio, o movimento, que conta com o apoio de entidades empresariais, também pede a abertura do HC.

Foi com uma carreata que comerciantes de Bauru participaram do lançamento do "Reage SP" na manhã desta quinta-feira (25). O movimento, que conta com o apoio de entidades empresariais do município, orienta a retomada a quem está à beira de falir, mesmo em meio à fase mais restritiva do Plano SP, e pede a abertura definitiva do Hospital das Clínicas (HC). Se quiserem, as empresas já podem reabrir nesta sexta-feira (26), afirma a campanha (leia mais abaixo).

Idealizado por Walace Sampaio, que se afastou da presidência do Sindicato do Comércio Varejista de Bauru e Região (Sincomércio) para se dedicar integralmente ao "Reage SP", o movimento possui um grupo de advogados voluntários. Os profissionais darão assistência jurídica àqueles que desrespeitarem a fase emergencial do Plano SP, que determina que o atendimento somente por delivery e drive thru no comércio.

Sampaio orienta os empresários que estão na iminência de fechar as portas de uma vez por todas a receber o público, desde que respeitem algumas medidas de segurança, como o uso obrigatório de máscaras, a disponibilização de álcool em gel e o distanciamento interpessoal de 1,5 metro. "O 'Reage SP' nasce para defender o direito fundamental ao trabalho, assegurado pela nossa Constituição", complementa.

O movimento, segundo o ex-presidente do Sincomércio (o órgão, agora, é presidido por Roberto Guandalini), conta com o apoio de várias entidades empresariais da cidade, como o próprio sindicato, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e a Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib).

De acordo com o presidente da CDL, o comerciante Odair Secco Cristovam, que participou da carreata, a entidade apoia o "Reage SP", porque os empresários precisam trabalhar para sobreviver. "Ninguém nos ajuda a pagar as contas", complementa.

Cristovam também destaca a necessidade de abrir os leitos no HC. "Desde o início desta reivindicação, nós colocamos uma faixa na nossa sede em apoio ao movimento", acrescenta.

Músico e proprietário de bar, Kadu Reis esteve no lançamento da campanha em apoio ao comércio propriamente dito. "Eu reconheço que os estabelecimentos com shows ao vivo, como o meu, devem esperar mais um pouco, afinal, ainda não dá para aglomerar", argumenta.

TRAJETO

O "Reage SP" foi lançado com uma faixa mostrando a imagem do governador João Doria fantasiado de Pinóquio, além da carreata propriamente dita. O trajeto teve início na sede do Sincomércio, que fica na quadra 14 da avenida Nações Unidas. Depois, a iniciativa seguiu para as ruas Araújo Leite, Primeiro de Agosto e Alfredo Ruiz até cair na Rodrigues Alves. De lá, os veículos que aderiram à ação retornaram para o seu ponto de partida.

A Polícia Militar (PM) garantiu a fluidez do trânsito ao longo de todo o percurso.

A carreata foi puxada por um caminhão de som, onde estavam alguns comerciantes, o ex-presidente do Sincomércio e o vereador Luiz Eduardo Penteado Borgo (PSL). Os carros, inclusive, chegaram a fazer uma parada em frente à Câmara de Vereadores, na avenida Rodrigues Alves.

Walace deve se reunir com empresários hoje

Walace Sampaio deverá se reunir, nesta sexta-feira (26), com empresários de diversos segmentos da cidade para alinhar detalhes de reabertura e tirar dúvidas. Entretanto, segundo o movimento, os comerciantes que foram orientados ontem, se optarem por reabrir agora cedo, já estão respaldados pelo "Reage SP".

Ele reforça que são atos pacíficos e cita que, caso os fiscais abordem os estabelecimentos, os lojistas poderão formar um "cordão humano" para que os agentes, se quiserem, multem do lado de fora.

"Cada empresário tomará a sua decisão de reabrir ou não. Quem optar por retomar não descumprirá lei alguma e ainda terá respaldo jurídico. Nós reconhecemos a situação grave da pandemia, mas cerca de 1,6 mil empresas já encerraram as suas atividades em Bauru. Todos estão no limite. Ou o empresariado resiste ou desiste. Não existe alternativa", comenta o líder do "Reage SP".

Sampaio reforça que não há decreto publicado pela Prefeitura em Bauru obrigando o comércio a ficar fechado. "Nós já estivemos de portas fechadas por cinco de 12 meses. Pedir para ficar mais tempo é desumano. Recebemos contatos de outras cidades e o movimento deverá se espalhar por todo o Estado", finaliza.