Notícias Gerais

Carreata Fase Vermelha

Segundo entidade patronal organizadora do evento, cerca de 1 mil carros participaram do evento contra o fechamento das lojas e setores não-essenciais. Em nota, governo de SP lamenta 'opção da prefeita de subestimar a pandemia'.

Entidades e pessoas ligadas ao comércio de Bauru (SP) fizeram na manhã deste domingo (31) uma carreata contra o fechamento dos estabelecimentos considerados não-essenciais, determinado pela fase vermelha do Plano São Paulo, pela abertura definitiva do Hospital das Clínicas (HC) no "predião" do Centrinho e de apoio à prefeita Suéllen Rosim (Patriota).

Segundo informações do presidente do Sincomércio, Walace Sampaio, aproximadamente 1 mil carros participaram do movimento. A PM acompanhou a manifestação, que não teve incidentes, mas o comando da corporação não informou a estimativa de participantes até a publicação desta matéria.

A carreata partiu de frente da sede do Sincomércio, na Avenida Nações Unidas, seguiu até a rotatória da Avenida Nações Norte, retornou pela Nações Unidas até a rotatória do Ceagesp, e foi encerrada novamente em frente à sede do sindicato patronal.

Até sexta-feira (29), Bauru mantinha os serviços não-essenciais funcionando com restrições por meio de um decreto municipal, mesmo a cidade estando na fase vermelha, a mais restritiva.

No entanto, na noite de sexta-feira, um novo decreto foi publicado determinando quea cidade teria de cumprir à risca o que determina o Plano São Paulo, com permissão de funcionamento apenas dos serviços considerados essenciais.

A decisão da prefeitura foi motivada por uma pressão da Justiça, que concedeu liminar em ação da Procuradoria-Geral do Estado para derrubar o trecho do decreto anterior que permitia o relaxamento das regras da fase vermelha para a qual Bauru foi rebaixada na reclassificação anunciada no dia 22 de janeiro.

Com isso, setores e serviços que haviam sido flexibilizados e autorizados a funcionar, como comércio em geral, shoppings, bares, restaurantes, academias, salões de beleza e escritórios, voltaram a fechar as suas portas.

Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), do governo do estado, informou que "respeita o direito de manifestação", mas que o "Governo de São Paulo lamenta a opção de subestimar a situação crítica da saúde pública por parte da prefeita Suéllen Rosim, ignorando especialistas e profissionais de área".

A nota acrescenta ainda que "utilizar do argumento de que são necessários mais leitos na cidade [...] não é motivo para não seguir o que preconiza a ciência e a saúde", e que tal postura "pode elevar ainda mais o número de casos, de internações e óbitos em Bauru por coronavírus".

Já a Secretaria de Estado da Saúde disse, também em nota, que "lamenta o desconhecimento e a desinformação disseminados por figuras políticas da região de Bauru" e que, somente neste mês, triplicou a capacidade de atendimento para Covid no hospital de campanha no prédio da USP.

Segundo a pasta, o HC conta com 30 leitos e mais dez serão ativados na primeira quinzena de fevereiro. Além disso, a nota diz que a Saúde mantém 50 leitos de UTI e 46 de enfermaria exclusivos para pacientes com coronavírus no Hospital Estadual.

"Desrespeitar o Plano São Paulo é mais uma evidência da falta de cuidado com as pessoas e com si próprio. A pandemia voltou a aumentar em todo o planeta, e somente na região de Bauru os casos e óbitos cresceram mais de 20% na última semana", explica na nota.